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16 Março, 2007

Rembrandt

http://www.pintoresfamosos.com.br/?pg=rembrandt
Rembrandt Harmensz Van Rijn nasceu em 15 de julho de 1606 na cidade holandesa de Leyden. Seu pai era um moleiro, evidentemente próspero o bastante para dar a seu filho mais velho uma educação sólida e matriculá-lo na Universidade de Leyden (1620). Rembrandt, porém deve ter escolhido quase que imediatamente tornar-se artista, pois fez um aprendizado de três anos com um pintor local e então, em 1624, passou seis meses como estudante com Pieter Lastman em Amsterdã. Lastman era um artista habilidoso, educado na Itália, e apresentou Rembrandt ao chiaroscuro, o uso da luz e das sombras para modelar formas e produzir efeitos dramáticos; a técnica seria central à sua arte.Durante alguns anos, Rembrandt trabalhou em sua cidade natal, fazendo sua reputação como pintor de quadros bíblicos e mitológicos. Em 1631, ou no início de 1632, mudou-se para Amsterdã, onde fez sucesso imediato com A Lição de Anatomia do Dr. Tulp. Rembrandt alojou-se com o negociante de artes Hedrick van Uylenburgh, que se tornou seu sócio e o ajudou a conseguir as muitas encomendas de retratos que o tornaram um jovem artista da moda e de vida abastada.

Em 1634, Rembrandt fez um bom casamento com a sobrinha de seu sócio, Saskia van Uylenburgh, e em 1639 o casal pôde comprar uma bela casa na cidade. Três filhos de Rembrandt morreram na infância, e embora um dos filhos, Tito, tenha nascido em 1641 e sobrevivido, Saskia, a esposa de Rembrandt, viria a morrer no ano seguinte. Mesmo assim, este foi o ano em que o artista pintou o mais celebrado de seus quadros, A Ronda Noturna e alcançou o ápice de seu sucesso público.A partir desse momento, a vida particular de Rembrandt tornou-se emaranhada, posto que as evidências sejam muito difíceis de interpretar. Em 1642, o pintor empregou uma viúva, Geertge Dircx, para cuidar de Tito. Em 1649 ela o processou, com sucesso, por quebra de compromisso. Um anos mais tarde estava em uma casa de correção, sustentada à custa de Rembrandt; não temos meio de saber se ele estava sendo generoso ou, muito pelo contrário, de forma bastante egoísta conseguira afastá-la.

Uma das testemunhas durante a disputa legal foi uma jovem criada, Hendrickje Stoffels, que foi trabalhar para Rembrandt por volta de 1647. Ela pode ter sido a causa de seu rompimento com Geertge Dricx; de qualquer forma, permaneceu como governanta e amante do pintor até sua morte, em 1663. O rosto que aparece em Betsabá e muitos outros quadros famosos, carinhosamente pintados na década de 1650, deve ser dela; há motivos para supor que ela era companheira fiel e de confiança de Rembrandt. Em 1654, engravidou e foi levada perante a Igreja Reformista local e censurada; mais tarde ossunto parece ter sido esquecido. Em outubro de 1654, Hendrickje deu a Rembrandt uma filha, Cornelia.No início da década de 1650, Rembrandt pintava uma obra-prima após outra. Havia deixado de ser um sucesso da moda, mas nunca lhe faltaram clientes ricos. Foi provavelmente a má administração que o levou à falência em 1656, culminado com a venda de sua casa em 1660. Tito e Hendrickje formaram uma sociedade para empregar Rembrandt -- de modo que os quadros deles não caíssem nas mãos dos credores --, e a família mudou-se para os arredores de Amsterdã.Daí por diante, a vida de Rembrandt foi externamente sem dramas. Ele sobreviveu tanto a Hendrickje como a Tito, morrendo em outubro de 1669.

Rembrandt Van Rijn é uma das mais eminentes figuras na história da arte européia; muitos o classificariam como o maior de todos os pintores. Trabalhou dentro da tradição superficialmente limitada da arte protestante holandesa e nunca deixou sua terra natal. Ainda assim, foi não apenas um pintor tecnicamente brilhante como também mostrou um novo tipo de percepção: ninguém antes de Rembrandt fez as coisas comuns da humanidade parecerem tão profundamente sérias e interessantes. Em seus quadros sobre episódios históricos e bíblicos, assim como nos seus retratos de contemporâneos ricos e pobres, Rembrandt parece ir direto ao coração. Sua capacidade de percepção pode ter sido baseada no autoconhecimento, pois ele pintou sua própria imagem repetidas vezes, fazendo um registro único da peregrinação da juventude e de sucesso rumo à velhice e ao sofrimento.
Informações retiradas do livro: "Vida e obra de Rembrandt" de Douglas Mannering.(c) Ediouro Publicações S.A.
WWW.EDIOURO.COM.BR
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09 Março, 2007

Lautrec

http://www.pintoresfamosos.com.br/?pg=lautrec
Caudiex - 1893
( Pôster )

Loie Fuller - 1893

Henri de Toulouse-Lautrec era um aristocrata, um boêmio alcoólatra e um grande artista. Afligido por tristes deficiências físicas, ele descobriu um ambiente que o distraía e divertia e tornou-se o mais vívido cronista desse meio. Os prazeres e vícios da vida noturna parisiense, seus artistas célebres e as esquecidas mulheres da vida vivem para sempre na obra de Lautrec.
Além de ser pintor, ele era um grande artista popular, tendo sido um pioneiro do ousado e chamativo novo meio, o pôster. Trabalhador prodigioso, dedicou-se simultaneamente a um estilo de vida autodestrutivo, que o matou com a idade de 36 anos.

Lautrec nasceu em 24 de novembro de 1864, em Albi, no sudoeste da França. Sua família era tradicional, distinta e rica. Diferentemente de muitos outros grandes artistas, Lautrec nunca teve sérias preocupações com dinheiro, exceto quando seu comportamento imprevisível provocava ameaças de cortar sua generosa mesada.
O lado negativo da ascendência de Lautrec eram os excessivos casamentos consangüíneos que haviam acontecido durante gerações, culminando com o casamento de seus pais, que eram primos em primeiro grau. Como resultado, Lautrec quase certamente sofria de uma doença degenerativa dos ossos que foi responsável por dois acidentes em 1878-79, quando quebrou ambos os fêmures em quedas aparentemente inofensivas.

Em 1882, Lautrec foi a Paris como estudante, inicialmente trabalhando com mestres bem-sucedidos, enquanto desenhava e pintava retratos incansavelmente. Em torno dos 25 anos, já havia desenvolvido seu próprio estilo pessoal, baseado em seu talento soberbo de desenhista: o traço rápido, incisivo e expressivo tornou-se a marca registrada de Lautrec, qualquer que fosse o meio no qual estivesse trabalhando.
Nessa época, já havia encontrado seu tema mais célebre - Montmartre, não muito tempo antes uma vila, mas agora um distrito, cada vez mais espalhafatoso e dirigido ao prazer, no limite norte de Paris. Em suas primeiras inconfundivelmente grandes obras, Lautrec registrou a vida do circo, o salão de dança, o cabaré e o teatro de variedades, cujas estrelas retratou repetidamente.

O lado mais amargo das noites parisienses também o atraiu, e ele até mudou-se para as maisons closes (bordéis) por longos períodos, retratando seus moradores de um modo desencantado e pé-no-chão que é tudo, menos pornográfico.
A maior atração de Montmartre era o Moulin Rouge, onde as dançarinas como La Goulue realizavam performances frenéticas da "quadrilee", mais tarde renomeada cancã. Foi para o Moulin Rouge que Lautrec fez seu primeiro (e ainda o mais famoso) pôster, usando o relativamente novo processo da litografia.

Em constraste com técnicas, como a gravação, a litografia permitia ao artista desenhar fluentemente direto na pedra a partir da qual a impressão seria feita. Lautrec compreendeu logo que linhas grossas e forte cores chapadas eram necessário para ter um efeito e chamar a atenção dos passantes; e dos seus primeiros pôsteres clássicos.
Nesse ínterim, ele paulatinamente se destruiu. Já em 1897, a sífilis e o alcoolismo afetavam seu comportamento, e em 1899 ele foi "desintoxicado" em um sanatório. Mas logo teve um recaída e voltou a beber, apesar de uma série de ataques paralisantes. Após um ataque final, ele foi levado para a casa de sua mãe, onde morreu em 9 de setembro de 1901.

Informações retiradas do livro: "Vida e obra de Lautrec" de Nathaniel Harris.(c) Ediouro Publicações S.A.
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01 Março, 2007

Marc Chagall

http://www.pintoresfamosos.com.br/?pg=chagall
Marc Chagall: Auto-retrato

O soldado bêbado-1912

Crucificação Branca-1938

Marc Chagall criou seu próprio mundo colorido de mitos e mágica, cheio de estranhas criaturas e eventos miraculosos. Ainda assim, sua arte foi essencialmente baseada em memórias e experiências reais, que ele transmutou no caldeirão de sua imaginação. Um homem quase inteiramente absorvido por seu trabalho e sua vida familiar, destinado a confrontar-se com as mais variadas culturas, a atravessar guerras e revoluções e a passar por fugas e exílio. Conseqüentemente, em qualquer relato sobre Chagall, a arte e a autobiografia estão intimamente interligadas, ainda que de forma indireta.

Chagall nasceu em 7 de julho de 1887 em uma família pobre em Pestkovatik, uma vila na província ocidental da Rússia czarista que é agora a independente Bielo-Rússia. Poucos anos depois, os Shagals mudaram-se para uma cidade próxima, Vitebsk, que se tornou um dos principais marcos nos quadros de seu filho. O mais velho dos nove filhos, Moshe Shagal - nome mais tarde transformado para o francês como Marc Chagall - cresceu na atmosfera fechada de uma comunidade judia da Europa Oriental que ainda era sujeita a perseguições e a ferozes explosões de violência oficial e não-oficial.

Inevitavelmente, o fato de Chagall ser judeu tornou-se uma das principais ameaças à sua vida e sua arte. Ele teve que superar a oposição da família à sua escolha de carreira, porque violava a injunção bíblica conta a pintura de imagens; e, a fim de estudar na capital, São Petersburgo, ele teve de contornar as regulamentações czaristas que confinavam os judeus aos limites do gueto. Apesar de seu ar de desinteresse, Chagall conseguiu ambos.

Após vários anos em São Petersburgo (1906-1910), Chagall começou a ganhar reputação quando um patrocinador generoso, Max Vinaver, forneceu-lhe os recursos para que se estabelecesse em Paris, na época a indiscutível capital da arte do mundo ocidental. Com Picasso, Braque e outros artistas hoje lendários em primeiro plano (o Cubismo e suas ramificações estavam revolucionando as artes visuais), Chagall explorou técnicas modernistas nunca abandonasse a tônica pessoal que já havia forjado.

Paris tornou-se a "Segunda Vitebsk" de Chagall, e ele quase pretendeu se estabelecer lá permanentemente. Mas em 1914, quando estava em visita à Rússia, estourou a Primeira Guerra Mundial, e ele não pôde voltar. Em 1915, casou-se com Bella Rosenfeld, sua noiva desde 1909, celebrando seu amor em uma série notável de obras que continuou a pintar mesmo após a morte dela, trinta anos depois. Nessa época, conseguiu sobreviver à guerra trabalhando no Departamento de Economia de Guerra e chegou mesmo a ressurgir, após a Revolução de Outubro de 1917, como Comissário de Arte em Vitebsk.

O comissariado de Chagall encerrou-se em pouco tempo, em conseqüência de desentendimentos com seus colegas artistas, após o quê ele trabalhou como projetista de teatro em Moscou e lecionou por um período em colônias fundadas para órfãos de guerra. Finalmente, em 1922, como a atmosfera na União Soviética se tornasse progressivamente menos amistosa para sua arte apolítica, Chagall, Bella e sua filha Ida emigraram. Sua rápida visita havia durado oito anos.
Em 1923, Chagall recebeu do famoso comerciante francês Ambroise Vollard a encomenda de ilustrar uma clássica novela russa, Almas Mortasm de Gogol. Os Chagalls se estabeleceram na França, e Marc ganhou uma nova reputação como ilustrador em guache e gravuras enquanto continuava sua carreira como pintor. Os anos que se seguiram foram felizes e prósperos, cheios de trabalho e viagens, mas os anos 1930 foram cada vez mais obscurecidos pela ascensão do facismo, refletido em obras sombrias como Crucificação Branca.

Em 1937, Chagall naturalizou-se francês - um privilégio logo revogado quando estourou a Segunda Guerra Mundial e a França, derrotada pela blitzkrieg (tropa de choque alemã) nazista, foi dividida entre autoridades nazistas e colaboracionistas. Chagall demorou para perceber o perigo de sua posição como judeu e como um artista condenado pelos nazistas como "degenerado". Foi mesmo preso em abril de 1941, mas libertado graças à intervenção norte-americana, e apressadamente partiu para o exílio uma segunda vez.

Passou os anos da guerra nos Estados Unidos, atormentado não apenas pelas notícias da guerra, mas também pela súbita morte de Bella, em 1944. Poucos anos depois iniciou um relacionamento com uma inglesa, Virginia Haggard, que durou até 1952. Enquanto isso, voltou à França em 1948, estabelecendo-se definitivamente no sul. Embora tenha viajado muito, os dias de fuga e exílio de Chagall haviam acabado, e seu casamento em 1952 com Valentine Brodsky trouxe-lhe a estabilidade de que precisava.
O resto da longa vida de Chagall foi devotado a uma criatividade superabundante. Prolífico quase até o fim, morreu com 97 anos, em 29 de março de 1985.

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21 Fevereiro, 2007

Edi Cavalcanti

Auto-retrato- 33,5x26 cm
1943
Perreti- 78x65 cm
1922
Mulheres com frutas
60x100 cm
1932

Emiliano Di Cavalcanti nasceu em 6 de setembro de 1897, no Rio de Janeiro, na casa de José do Patrocínio, que era casado com uma tia do futuro pintor. Quando seu pai morre em 1914, Di obriga-se a trabalhar e faz ilustrações para a Revista Fon-Fon. Antes que os trepidantes anos 20 se inaugurem vamos encontrá-lo estudando na Faculdade de Direito. Em 1917 transferindo-se para São Paulo ingressa na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Segue fazendo ilustrações e começa a pintar. O jovem Di Cavalcanti freqüenta o atelier do impressionista George Elpons e torna-se amigo de Mário e Oswald de Andrade. Em 1921 casa-se com Maria, filha de um primo-irmão de seu pai.

Entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 idealiza e organiza a Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo, cria para essa ocasião as peças promocionais do evento: catálogo e programa. Faz sua primeira viagem à Europa em 1923, permanecendo em Paris até 1925. Freqüenta a Academia Ranson. Expõe em diversas cidades: Londres, Berlim, Bruxelas, Amsterdan e Paris. Conhece Picasso, Léger, Matisse, Eric Satie, Jean Cocteau e outros intelectuais franceses. Retorna ao Brasil em 1926 e ingressa no Partido Comunista. Segue fazendo ilustrações. Faz nova viagem a Paris e cria os painéis de decoração do Teatro João Caetano no Rio de Janeiro.
Os anos 30 encontram um Di Cavalcanti imerso em dúvidas quanto a sua liberdade como homem, artista e dogmas partidários. Inicia suas participações em exposições coletivas, salões nacionais e internacionais como a International Art Center em Nova Iorque. Em 1932, funda em São Paulo, com Flávio de Carvalho, Antonio Gomide e Carlos Prado, o Clube dos Artistas Modernos. Sofre sua primeira prisão em 1932 durante a Revolução Paulista.
Casa-se com a pintora Noêmia Mourão. Publica o álbum A Realidade Brasileira, série de doze desenhos satirizando o militarismo da época. Em Paris, em 1938, trabalha na rádio Diffusion Française nas emissões Paris Mondial. Viaja ao Recife e Lisboa onde expõe no salão “O Século” quando retorna é preso novamente no Rio de Janeiro. Em 1936 esconde-se na Ilha de Paquetá e é preso com Noêmia. Libertado por amigos, seguem para Paris, lá permanecendo até 1940. Em 1937 recebe medalha de ouro com a decoração do Pavilhão da Companhia Franco-Brasileira, na Exposição de Arte Técnica, em Paris.

Com a iminência da Segunda Guerra deixa Paris. Retorna ao Brasil, fixando-se em São Paulo. Um lote de mais de quarenta obras despachadas da Europa não chegam ao destino, extraviam-se. Passa a combater abertamente o abstracionismo através de conferências e artigos. Viaja para o Uruguai e Argentina, expondo em Buenos Aires.
Conhece Zuíla, que se torna uma de suas modelos preferidas. Em 1946 retorna à Paris em busca dos quadros desaparecidos, nesse mesmo ano expõe no Rio de Janeiro, na Associação Brasileira de Imprensa. Ilustra livros de Vinícius de Morais, Álvares de Azevedo e Jorge Amado. Em 1947 entra em crise com Noêmia Mourão - "uma personalidade que se basta, uma artista, e de temperamento muito complicado...". Participa com Anita Malfatti e Lasar Segall do júri de premiação de pintura do Grupo dos 19. Segue criticando o abstracionismo. Expõe na Cidade do México em 1949.

É convidado e participa da I Bienal de São Paulo, 1951. Faz uma doação generosa ao Museu de Arte Moderna de São Paulo, constituída de mais de quinhentos desenhos. Beryl Tucker Gilman passa a ser sua companheira. Nega-se a participar da Bienal de Veneza. Recebe a láurea de melhor pintor nacional na II Bienal de São Paulo, prêmio dividido com Alfredo Volpi. Em 1954 o MAM, Rio de Janeiro, realiza exposição retrospectivas de seus trabalhos.
Faz novas exposições na Bacia do Prata, retornando à Montevidéu e Buenos Aires. Publica Viagem de minha vida. 1956 é o ano de sua participação na Bienal de Veneza e recebe o I Prêmio da Mostra Internacional de Arte Sacra de Trieste. Adota Elizabeth, filha de Beryl. Seus trabalhos fazem parte de exposição itinerante por países europeus. Recebe proposta de Oscar Niemayer para a criação de imagens para tapeçaria a ser instalada no Palácio da Alvorada também pinta as estações para a Via-sacra da catedral de Brasília.

Vive em Paris com Ivette Bahia Rocha, apelidada de Divina. Lança novo livro, Reminiscências líricas de um perfeito carioca e desenha jóias para Lucien Joaillier. Em 1966 seus trabalhos desaparecidos no início da deácada de 40 são localizados nos porões da Embaixada brasileira.
Em 1971 o Museu de Arte Moderna de São Paulo organiza retrospectiva de sua obra e recebe prêmio da Associação Brasileira de Críticos de Arte. Comemora seus 75 anos no Rio de Janeiro, em seu apartamento do Catete. A Universidade Federal da Bahia outorga-lhe o título de Doutor Honoris Causa. Faz exposição de obras recentes na Bolsa de Arte e sua pintura Cinco Moças de Guaratinguetá é reproduzido em selo. Falece no Rio de Janeiro em 26 de Outubro de 1976.

Informações retiradas do site oficial
WWW.DICAVALCANTI.COM.BR

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16 Fevereiro, 2007

Michelangelo Buonarroti

http://www.suapesquisa.com/michelangelo2/
O Juízo Final, em que o Maneirismo já está anunciado na quebra de alguns dos principais dogmas do classicismo renascentista.
Miguel Ângelo di Lodovico Buonarroti Simoni, nasceu na cidade de Capresse, Itália, no dia 6 de março de 1475. Porém, o artista passou parte de sua infância e adolescência na cidade de Florença.
Como grande parte dos pintores e escultores da época, Michelangelo começou a carreira artística sendo aprendiz de um grande mestre das artes. Seu mestre, que lhe ensinou as técnicas artísticas, foi Domenico Girlandaio. Após observar o talento do jovem aprendiz, Girlandaio encaminhou-o para a cidade de Florença, para aprender com Lorenzo de Médici. Na Escola de Lorenzo de Medici, Michelangelo permaneceu por 2 anos (1490 a 1492). Em Florença, recebeu influências artísticas de vários pintores, escultores e intelectuais da época, já que a cidade era um grande centro de produção cultural.

Foi morar em 1492 na cidade italiana de Bolonha, logo após a morte de Lorenzo. Ficou nesta cidade por 4 anos, já que em 1496 recebeu um convite do cardeal San Giorgio para morar em Roma. San Giorgio tinha ficado admirado com a escultura em mármore Cupido, que havia comprado do artista. Nesta época, criou duas importantes obras, com grande influência da cultura greco-romana : Pietá e Baco. Ao retornar para a cidade de Florença, em 1501, cria duas outras obras importantes: Davi (veja imagem acima) e a pintura a Sagrada Família.
No ano de 1503, o artista recebeu um novo convite vindo de Roma, de Júlio II. Foi convocado para fazer o túmulo papal, obra que nunca terminou, pois constantemente era interrompido por outros chamados e tarefas. Entre os anos de 1508 e 1512 pintou o teto da Capela Sistina no Vaticano, sendo por isso comissionado por Leão X (veja abaixo a definição de mecenas). Neste período também trabalhou na reconstrução do interior da Igreja de São Lourenço em Florença.

Entre os anos de 1534 e 1541, trabalhou na pintura O Último Julgamento, na janela do altar da capela Sistina. Em 1547 foi indicado como o arquiteto oficial da Basílica de São Pedro no Vaticano.
Morreu em 18 de fevereiro de 1574, aos 89 anos de idade na cidade de Roma. Até os dias de hoje é considerados um dos mais talentosos artistas plásticos de todos os tempos, junto com outros de sua época como, por exemplo, Leonardo da Vinci, Rafael Sanzio, Donatello e Giotto di Bondone.
* Mecenas = pessoas ricas e poderosas da época que investiam nas artes como forma de conseguir reconhecimento e status perante a sociedade. Geralmente eram príncipes, burgueses, bispos, condes e duques. Foram importantes para o desenvolvimento das artes e da literatura na época do Renascimento Cultural, pois injetaram capital nesta área. A burguesia, classe social em ascensão e que lucrava muito com seu trabalho voltado para o comércio, viu no mecenato uma forma de alcançar o status da nobreza.

Relação dos principais trabalhos artísticos:

· Afrescos do teto da Capela Sistina
· Julgamento Final
· Martírio de São Pedro
· Conversão de São Paulo
· Cúpula da Basílica de São Pedro
· Esculturas: Davi, Leda, Moisés e Pietá
· Retratos da família Médici
· Livro de poesias : Coletânea de Rimas
· A Madona dos degraus (relevo)

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09 Fevereiro, 2007

El Greco ( 1541 – 1614 )

http://www.edukbr.com.br/artemanhas/el_greco.asp


Óleo sobre tela- Agony in the garden- 1595
Toledo Museum of Art, Ohio
Um dos maiores pintores do mundo, tinha o nome de Domenikos Theotokopoulos e nasceu em Creta, mas realizou na Espanha a maior parte de sua obra, onde era conhecido como El Greco. Ele era um mestre do desenho, sua pintura combina a elegância cortesã com fervor religioso. Distorcia intencionalmente as formas para chamar atenção para a qualidade espiritual de uma figura ou de um acontecimento. Seus santos constituem fantásticas criações de sua imaginação. Seus retratos de nobres, entretanto, mostram-se elegantes e realistas.

El Greco deixou Creta apara estudar em Veneza com Tintoretto e outros mestres. Sua obra madura baseia-se na versão veneziana do estilo chamado de Maneirismo, estilo que caracteriza-se pela graça das linhas, formas alongadas e abstratas e cores metálicas com relevos brancos.
Em busca de um patrono, foi para Roma em 1570 e para Toledo, na Espanha, em 1577. O Rei Filipe II, da Espanha, não gostou de seu grande Martírio de São Maurício e o pintor nunca obteve um favor real. Em Toledo, criou uma série de grandes pinturas e retratos religiosos. Sua obra-prima, O Enterro do Conde de Orgaz, foi pintado em 1586. Nela, o desenho realista contrasta com as formas abstratas.

De 1600 a 1614, as pinturas de El Greco tornaram-se quase barrocas na composição, mas na distorção da luz, do espaço e da forma continua completamente pessoal. Algumas de suas obras tiveram grande influência sobre os pintores expressionistas do século.
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01 Fevereiro, 2007

Vincent Van Gogh

http://www.suapesquisa.com/vangogh3/

Van Gogh é considerado um dos principais representantes da pintura mundial. Nasceu na Holanda, no dia 30 de março de 1853. Teve uma irmã e um irmão chamado Theo. Com este irmão, estabeleceu uma forte relação de amizade. Através das cartas que trocou com com o irmão, os pesquisadores conseguiram resgatar muitos aspectos da vida e do trabalho do pintor.

Começou a atuar profissionalmente ainda jovem, por volta dos 15 anos de idade. Trabalhou para um comerciante de arte da cidade de Haia. Com quase vinte anos, foi morar em Londres e depois em Paris, graças ao reconhecimento que teve. Porém, o interesse pelos assuntos religiosos acabou desviando sua atenção e resolveu estudar Teologia, na cidade de Amsterdã. Mesmo sem terminar o curso, passou a atuar como pastor na Bélgica, por apenas seis meses. Impressionado com a vida e o trabalho dos pobres mineiros da cidade, elaborou vários desenhos à lápis.
Resolveu retornar para a cidade de Haia, em 1880, e passou a dedicar um tempo maior à pintura. Após receber uma significativa influência da Escola de Haia, começou a elaborar uma série de trabalhos, utilizando técnicas de jogos de luzes. Neste período, suas telas retratavam a vida cotidiana dos camponeses e os trabalhadores na zona rural da Holanda.

O ano de 1886, foi de extrema importância em sua carreira. Foi morar em Paris, com seu irmão. Conheceu, na nova cidade, importantes pintores da época como, por exemplo, Emile Bernard, Toulouse-Lautrec, Paul Gauguin e Edgar Degas, representantes do impressionismo. Recebeu uma grande influência destes mestres do impressionismo, como podemos perceber em várias de suas telas
Dois anos após ter chegado à França, parte para a cidade de Arles, ao sul do país. Uma região rica em paisagens rurais, com um cenário bucólico. Foi neste contexto que pintou várias obras com girassóis. Em Arles, fez único quadro que conseguiu vender durante toda sua vida : A Vinha Encarnada.

Convidou Gauguin para morar com ele no sul da França. Este foi o único que aceitou sua idéia de fundar um centro artístico naquela região. No início, a relação entre os dois era tranqüila, porém com o tempo, os desentendimentos foram aumentando e, quando Gauguin retornou para Paris, Vincent entrou em depressão. Em várias ocasiões teve ataques de violência e seu comportamento ficou muito agressivo. Foi neste período que chegou a cortar sua orelha.
Seu estado psicológico chegou a refletir em suas obras. Deixou a técnica do pontilhado e passou a pintar com rápidas e pequenas pinceladas. No ano de 1889, sua doença ficou mais grave e teve que ser internado numa clínica psiquiátrica. Nesta clínica, dentro de um mosteiro, havia um belo jardim que passou a ser sua fonte de inspiração.

As pinceladas foram deixadas de lado e as curvas em espiral começaram a aparecer em suas telas
No mês de maio, deixou a clínica e voltou a morar em Paris, próximo de seu irmão e do doutor Paul Gachet, que iria lhe tratar. Este doutor foi retratado num de seus trabalhos: Retrato do Doutor Gachet. Porém a situação depressiva não regrediu. No dia 27 de julho de 1890, atirou em seu próprio peito. Foi levado para um hospital, mas não resistiu, morrendo três dias depois.

Principais obras de Van Gogh :

- Os comedores de batatas (1885)
- A italiana
- A vinha encarnada
- A casa amarela (1888)
- Auto-retratos
- Retrato do Dr. Gachet
- Girassóis
- Vista de Arles com Lírios
- Noite Estrelada
- O velho moinho (1888)
- Oliveiras (1889)

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24 Janeiro, 2007

Cândido Portinari

FABIO CYPRIANO
da Folha de São Paulo
Óleo sobre tela- Café- 1935
Cândido Portinari foi um dos pintores brasileiros mais famosos. Este grande artista nasceu em São Paulo, na data de 29 de dezembro de 1903. Destacou-se também nas áreas de poesia e política.
Durante sua trajetória, ele estudou na Escola de Belas-Artes do Rio de Janeiro; visitou muitos países, entre eles, a Espanha, a França e a Itália, onde finalizou seus estudos.

No ano de 1935 ele recebeu uma premiação em Nova Iorque por sua obra "Café". Deste momento em diante, sua obra passou a ser mundialmente conhecida.
Dentre suas obras, destacam-se: "A Primeira Missa no Brasil", "São Francisco de Assis" e Tiradentes". Seus retratos mais famosos são: seu auto-retrato, o retrato de sua mãe e o do famoso escritor brasileiro Mário de Andrade.
No dia seis de fevereiro de 1962, o Brasil perdeu um de seus maiores artistas plásticos e aquele que, com sua obra de arte, muito contribuiu para que o Brasil fosse reconhecido entre outros países. A morte de Cândido Portinari teve como causa aparente uma intoxicação causada por elementos químicos presentes em certas tintas.

Para conhecer o conjunto da obra de Cândido Portinari o pintor de Brodósqui, comece, se puder, rumo a dois museus paulistanos que apresentam obras de Portinari de forma permanente. O Masp (Museu de Arte de São Paulo) tem em sua coleção algumas das mais relevantes peças do artista, como "Os Retirantes" (1944), "Enterro na Rede" (1944) e "O Lavrador de Café" (1939), enquanto a Pinacoteca do Estado apresenta uma de suas peças mais exibidas em exposições no exterior, "O Mestiço" (1934). Em ambos os locais, é possível constatar a forte presença social da obra de Portinari, que, no entanto, nunca deixou de lado a questão formal de suas construções.
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17 Janeiro, 2007

Leonardo da Vinci

Gioconda - Leonardo da Vinci
http://www.suapesquisa.com/leonardo/
Leonardo da Vinci, artista renascentista italiano, nasceu em 15/04/1452. Existem algumas dúvidas sobre a cidade de seu nascimento: para alguns historiadores, seu berço foi em Anchiano, enquanto para outros, foi numa cidade, situada na margem direita do rio Arno, perto dos montes Albanos, entre as cidades italianas de Florença e Pisa.

Foi um dos mais importantes pintores do Renascimento Cultural. É considerado um gênio, pois mostrou-se um excelente anatomista, engenheiro, matemático músico, naturalista, arquiteto, inventor e escultor. Seus trabalhos e projetos científicos quase sempre ficaram escondidos em livros de anotações (muitos escritos em códigos), e foi como artista que conseguiu o reconhecimento e o prestígio das pessoas de sua época.

Principais características das pinturas de Da Vinci : utilização da técnica artística da perspectiva, uso de cores próximas da realidade, figuras humanas perfeitas, temas religiosos, uso da matemática em cálculos artísticos, imagens principais centralizadas, paisagens de fundo, figuras humanas com com expressões de sentimento, detalhismo artístico.
Principais trabalhos de Da Vinci:

Trabalhos de pinturas ( artes plásticas ): Gioconda (Monalisa) , Leda, Dama do Arminho, Leda, Madonna Litta, Anunciação, A última ceia, A dama do arminho.
Trabalhos de invenções: máquina voadora, máquina escavadora, isqueiro, paraquedas, besta gigante sobre rodas.
Trabalhos Científicos: homem vitruviano, anatomia do tronco, estudo de pé e perna, anatomia do olho, estudo da gravidez.
Projetos de Arquitetura : Projeto arquitetônico de uma cidade, projeto de um porto, templo centralizado.
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05 Janeiro, 2007

GALERIA DE MEUSRABISCOSS

Óleo sobre tela- Édouard Manet

26 Dezembro, 2006

Óleo sobre tela- Thereza Mattos

23 Dezembro, 2006

Pintura de Marc Chagall

Óleo sobre tela:
Stuart Davis

17 Dezembro, 2006

Óleo sobre tela- Emil Nolde

09 Dezembro, 2006

Óleo sobre tela- Allen Jones

02 Dezembro, 2006

Óleo sobre tela- André Derain

24 Novembro, 2006

Tó Luiz - Óleo sobre tela

18 Novembro, 2006

Óleo sobre tela - René Magritte

Óleo sobre tela- René Magritte

14 Novembro, 2006

Pintura de Miró

05 Novembro, 2006

Óleo sobre tela - Alberto da Veiga ( Gêmeas Léa e Maura)

22 Outubro, 2006

Gravura de Marc Chagall

13 Outubro, 2006

Óleo sobre tela- Salvador Dali

07 Outubro, 2006

Óleo sobre tela- Marc Chagall

29 Setembro, 2006

Óleo sobre tela - Van Gogh

23 Setembro, 2006

Óleo sobre tela - Modigliani

15 Setembro, 2006

Óleo sobre tela - Pablo Picasso

09 Setembro, 2006

Gravura de Joan Miró

05 Setembro, 2006

Óleo sobre tela - Salvador Dalí

02 Setembro, 2006

Acrílico sobre tela- Agostinho Neves da Silva- Parada de Gonta

30 Agosto, 2006

Gravura de Miró

26 Agosto, 2006

Óleo sobre tela- Claude Monet

Young girls in a boat (Meninas novas em um barco)-Tela se encontra em National Museum of Western Art- Tokyo- Japan

24 Agosto, 2006

Óleo sobre tela- Claude Monet

Mulher com sombrinha- 80x60 cm

21 Agosto, 2006

Chagall1- Gravura de Marc Chagall

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19 Agosto, 2006

Óleo sobre tela-Sandra Maria Miura de Moraes

Rosas e copo de leite- 1,00x1,10

14 Agosto, 2006

Óleo sobre tela- Sheila P. Medeiros

Natureza e Paz-Amazonas-1,20x1,20

13 Agosto, 2006

Marco Victorino- Acrílica sobre tela

Mulher piscina- 1,10x1,30 Ano: 1997

11 Agosto, 2006

Óleo sobre tela- Tó Luís

Pequeno anjo dormindo-60x60-Ano: 2006

09 Agosto, 2006

Marco Victorino- Acrílica sobre tela

Tulipas brancas-1,00x1,10-Ano: 2003

05 Agosto, 2006

Acrílica sobre tela - Marco Victorino

Bellalisa-0,80x1,00-Ano 1997
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03 Agosto, 2006

Acrilíca sobre tela - Marco Victorino

Cadeira-1,20x1,20-Ano: 1998

01 Agosto, 2006

Pintura a óleo - Tó Luis

O beijo- 60x60- Coleção 2004
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30 Julho, 2006

Pintura a óleo - Tó Luis

Nocturna-40x40- 2004- Coleção particular de Tó Luis